segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"Purgatório da beleza e do caos"

Rio 40°.

50°, 60°, 70°... e sensação térmica de 175°.

Eu não aguento, a cada dia há um novo recorde, que bate o do dia anterior como o mais quente do ano. Esse 2.011 promete. Promete um uso maior do ar condicionado, uma conta de luz nas alturas, promete os apagões, a falta de água, enfim... promete.

Mas calma, moramos em um estado maravilhoso, com praias, cachoeiras, florestas, biquínis e sungas passeando livremente por aí. É tudo lindo. Mas me permita comentar, tudo bem que adoramos praia e sol, Maracanã e futebol no domingo, mas esse calor está demais. Minha amiga me contou que foi à praia de Copacabana no último final de semana e teve que ficar sentada na canga. Isso mesmo, não havia lugar na areia para que ela deitasse ou abrisse o seu guarda-sol. E o tempo todo ela esbarrava nos cidadãos ao lado, também suados e cansados como ela por estar naquela situação, no mínimo, incômoda. Refrescar-se na água? Claro, mas cuidado com a câimbra, pois banhar-se no gelo é meio complicado. Estranho isso não é? Mas é um fenômeno que sempre acontece com as águas de nossa querida Baía de Guanabara. Enquanto na areia o banhista se transforma em um croquete ambulante, na água é impossível dar um mergulhinho sequer, devido à baixíssima temperatura.

Esse é o maravilhoso Rio de Janeiro. Eu, que moro muito longe da praia, nem me arrisco nesses passeios tupiniquins que nós, cariocas e fluminenses, adoramos fazer em dia de calor insuportável.

É preciso muita força de vontade para sair de casa no verão carioca.

Porque o metrô está uma maravilha, uma multidão de pessoas suadas, tentando sobreviver a uma viagem de uma hora até a praia. O ônibus, quente e infernal, rumo ao engarrafamento. E o trem, ah o trem, só Jesus na minha vida quando eu embarco no trem. No outro dia, nesses dias com temperatura acima dos 40° e eu passando mal na condução, não é que tinha um cara com um papagaio dentro do trem? O bicho ficava voando pelos vagões, mas obedecia ao comando de seu dono, que o chamava, assim como a um cachorro, quando ele voava para um assento muito distante, que devo dizer, era ao meu lado. O danado adorava o banquinho ao meu lado. E eu, suando em bicas, rezando para chegar logo ao meu destino, rumo ao ar condicionado.

É gente, esse é o verão no Rio de Janeiro. Gostosinho!

Nenhum comentário:

Postar um comentário